28 de maio de 2009

Manual de dicas para brasileiros – Moradia

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manual 

Dando continuidade ao Manual de dicas para brasileiros 2009 (MDB 2009) parte II, hoje falaremos sobre :

Moradia

Para se alugar ou comprar imóvel, pode-se procurar uma corretora, ver os classificados dos jornais ou mesmo passear pelas ruas e, quando achar algo que interesse, visitar e olhar com cuidado. Em geral, os edifícios dispõem de serviço próprio de aluguel. Preste atenção em tudo o que há no imóvel e nas condições em que se encontra. Normalmente, um imóvel de aluguel vem com fogão e geladeira, mas poderá também estar equipado com máquina de lavar louça e máquinas de lavar e secar roupa. Não esquecer o mais importante neste país: a calefação. Em alguns casos, o pagamento da calefação está incluído no aluguel; em outros, só a eletricidade. Este assunto deve ser discutido com o proprietário. Aqui, em geral, a negociação é possível.

Todo contrato de aluguel é feito por escrito. Existe contrato padrão feito pela Régie du Logement (www.rdl.gouv.qc.ca), organismo oficial responsável pela regulamentação do setor imobiliário. Duas cópias deste contrato devem ser fornecidas pelo proprietário. Uma destas cópias fica para o inquilino e a outra para o proprietário. Lembre-se de que o contrato é um instrumento legal muito forte, que não pode ser facilmente rescindido: em caso de dúvida, é bom esclarecê-la antes de assinar. Modelos de contratos e cartas estão disponíveis no sítio Internet da Régie.

 

Dicas úteis

Ao procurar imóvel, encontram-se os números 2 1/2, 3 1/2 etc. Esta notação faz referência ao número de peças do imóvel, incluindo a cozinha. O banheiro é a peça que conta 1/2. Logo, um 5 1/2 consiste em 3 quartos, cozinha, sala e banheiro.

Às vezes, o proprietário oferece 1 mês de aluguel gratuito. Normalmente o contrato é de um ano, mas podem-se negociar diferentes períodos. Se você desejar que seu aluguel termine ao final do período do contrato, não se esqueça de enviar carta avisando, porque, pelas leis do Quebec, os aluguéis são automaticamente renovados se não houver aviso por escrito. Isto vale tanto para o inquilino, quanto para o proprietário. A carta enviada deve ser registrada. Para o aluguel de 1 ano, a carta deve ser enviada 3 meses antes do término do contrato. Para aluguel inferior a 12 meses, você deve enviar a carta 1 ou 2 meses antes do término do contrato. Se o inquilino receber carta do proprietário propondo mudanças no contrato (ex: aumento de aluguel, obras etc.), ele tem um mês a partir da data de recebimento para responder. Se não houver resposta, é porque o inquilino concordou com as alterações propostas. Antes de assinar o contrato, não se esqueça de verificar:

- se o prédio tem regras e, se as tiver, peça uma cópia;

- tudo o que está incluído no aluguel (eletricidade, água, calefação, fogão, geladeira etc.) e tenha certeza de que o proprietário escreveu o que está incluído na seção de cláusula adicional. Todo o extra que for combinado deve estar escrito no contrato.

 

Apêndice:

I-APRESENTAÇÃO

Em 1996, por iniciativa do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Montreal e do Consulado-Geral do Brasil, foi criado o Manual de Dicas para Brasileiros com o objetivo de dar informações úteis para a instalação daqueles que vêm viver no Quebec, seja como imigrantes, seja como residentes temporários. Atualmemte em sua quarta edição, vem sendo atualizado periodicamente, incorporando orientações práticas, experiências pessoais e informações de fontes diversas. Pode e deve ser ampliado na medida em que for necessário. Desse modo, ao lê-lo, se você achar que alguma informação deva ser acrescentada, sinta-se à vontade para dirigir-se à Seção de Brasileiros do Consulado-Geral em Montreal ou a um dos seguintes membros do Conselho de Cidadãos :

Consulado-Geral em Montreal tel.: (514) 499-0968,

e-mail: geral@consbrasmontreal.org e brasileiros@consbrasmontreal.org

 

 

Leituras complementares:

Moradia – Boas Dicas

Quartiers de Montréal

Comparação entre os bairros de Montreal

Mais calor nas terras geladas

Série Moradia - Well e Suzell no Canadá

 

Não perca a próxima dica que será sobre Educação.

27 de maio de 2009

Manual de dicas para brasileiros (parte I)

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Então pessoal, a 4ª edição do Manual de Dicas para Brasileiros 2009, já está disponível no site do Consulado Geral do Brasil. Para aqueles que estão indo à Montreal definitivamente ou não (à trabalho, estudo, etc), e para aqueles que pretendem ir um dia , as tais dicas serão de grande ajuda. Para os que já estão cansados de saber as regras e de todas as informações gerais tais como: como se portar em terra estrangeira (cuidado com as "brasileiradas" gente), moradia,  educação, transporte coletivo, carteira de motorista e etc,   não custa relembrar, rsrsrs.

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4ª Edição – março 2009

 Bem-vindo a Montreal

A cidade de Montreal (www.ville.montreal.qc.ca ), a maior da Província do Quebec, é situada numa ilha, a Ilha de Montreal, constituindo um município dividido em 27 distritos. Ocupando o centro de uma área densamente povoada, que se estende pelas margens Norte e Sul do Rio São Lourenço, Montreal integra a segunda maior região metropolitana do Canadá (a primeira é a região de Toronto, com 4.682.897 habitantes). Segundo os dados do recenseamento 2001, a população da cidade de Montreal é de 1.812.723 habitantes, e a da região da Grande Montreal, constituída de 108 municípios, é de 3,3 milhões. A população imigrante da cidade de Montreal corresponde a 35% do total. Vale lembrar que 80% da população imigrante da Província do Quebec residem na cidade de Montreal. Dentro desse contingente, encontra-se a comunidade brasileira local, constituída de aproximadamente 5900 brasileiros.

 

Informações úteis sobre Montreal podem ser obtidas pelo telefone (87-ACCES) do Accès Montreal, organismo oficial da cidade. Cada distrito possui pelo menos um escritório do Accès, onde você pode encontrar numerosas publicações e folhetos gratuitos sobre os mais variados aspectos da vida da cidade, desde atividades sociais e culturais até informações sobre coleta de lixo.

Nas livrarias locais podem-se encontrar, também, publicações como o “Bottin Internet”, catálogo com mais de 10.000 sítios sobre a cidade.

Dicas gerais

O recém-chegado a Montreal deve-se preparar para conviver com o costume de marcar hora com antecedência para quase tudo e para uma utilização de regras e procedimentos que para nós brasileiros pode parecer um pouco exagerada ou mesmo excessivamente burocrática. Acostume-se a ler todas as instruções - que certamente estarão disponíveis em algum lugar - para qualquer coisa que vá fazer, e de preferência antes de pedir informação.

O frio no Quebec não é brincadeira. As temperaturas podem chegar a 40 graus negativos, dependendo do fator vento. Mas acredite, a gente se acostuma. Você só precisa aprender a agasalhar-se de forma apropriada. Não se preocupe em comprar roupas de inverno no Brasil. Traga o estritamente necessário para os primeiros dias. No comércio local, agasalhos adequados - casacos, botas forradas, luvas etc. - podem ser adquiridos a preços diversos. Todos os ambientes são aquecidos e, graças ao eficiente sistema de circulação subterranêa, você pode, se quiser, andar quilômetros sem jamais sair ao ar livre.

Verifique com a companhia aérea seu limite de peso e bagagem. Em geral, é possível trazer roupas, utensílios e outros objetos.

Caso você tenha que fazer transferência de aeronave nos Estados Unidos, evite transtornos com a imigração daquele país, munindo-se do visto americano antes de sair do Brasil.

 

Consulado-Geral em Montreal tel.: (514) 499-0968,

e-mail: geral@consbrasmontreal.org e brasileiros@consbrasmontreal.org

 

Não percam a continuação da série: Manual de dicas para bra-si-lei-ros!! (parte II)

26 de maio de 2009

A importância da troca de pneus (vídeo)

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Comercial de TV muito bom!

Aproveitando que os pneus de invernos agora são obrigatórios no Canadá vejam esta propaganda do Midas Chase, desenvolvida plela DDB Canadas Van sobre a importância das trocas de pneus no inverno, assim como a manutenção do carro. Demos boas risadas com o vídeo!

via Twitter

Bolsa de estudo em Québec

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Para quem pensa em dar continuidade aos seus estudos em Québec, e pretende obter ajuda financeira do governo (sim, lá você pode), acesse Aide Financière aux Études, e se informe sobre empréstimos, bolsas de estudo de tudo o mais. Lembrando que esse direito é para os residentes permanentes ou québecois.

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 A dica do site é de André de Morais que vi  na comunidade do orkut Brasileiros em Québec.

Le portail officiel de la ville de Montréal

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Montreal é realmente uma cidade muito organizada (ah éee?). Aliás, o Québec e todo o Canadá assim o é, e não é à toa que está  classificado como um dos melhores países para se viver. Isso não é novidade para nós.  Mas falando em organização de informações pela internet, os diretório e sites oficais do país são muito bem estruturados e cheio de informações detalhadas. Podemos conferir isto clicando num dos links registrados na  coluna ao lado deste blog.

 

Diria que é o oposto dos portais governamentais do Brasil, que é quase um deserviço à nós brasileiros. Mas deixemos os desafetos para lá e vamos ao que interessa: Le portail officiel de la ville de Montréal.  O portal oficial da cidade de Montreal. Site útil para quem vai morar em Montreal.

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Aproveitem a visita, e vejam uma simulação de como a cidade estará em 2025. Isto sim é uma cidade bem planejada! Igual ao Brasil não?

 

abraços

24 de maio de 2009

Sátira – Ferran Adrià

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Vídeo impagável do grupo humorístico Muchachada Nui no quadro Celebrities sobre o famoso cozinheiro Ferran Adrià. Nele o grande chefe espanhol, com suas idéias geniais e renovando a cozinha com sua receitas nos ensina como montar um bom prato! No final, você pode até conferir os ingredientes do prato montado! Aproveite e veja aqui a parte da entrevista com Adriá no programa rtve.es em Encuentros Digitales, onde lhe é mostrado o vídeo, e confira seus comentários e reações sobre a sátira.

Mas antes de apertar o player do vídeo abaixo, não deixem de ler aqui o artigo e ver o vídeo sobre Adrià (o verdadeiro!) para se interar sobre o que estamos falando, e dar boas gargalhadas com o quadro humorístico.

Agora, se você já sabe tudo sobre o gênio da atual cozinha de vanguarda, assista já o vídeo, e boa diversão!

Ps. Pessoal, aguardem novas postagens sobre Imigração, Canadá e Montreal. Mais coisas virão por aí! Abraços

dea e juba


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22 de maio de 2009

Qualidade de Vida 2009 - As melhores e piores cidades do mundo para se viver

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Saiu a lista com as melhores cidades do mundo 2009 para se morar. A divulgação é feita pela conceituda empresa mundial Mercer's 2009 Quality of Living survey highlights - Global.
Canadá continua colocando várias de suas cidades como as top 5 melhores para se viver. Observem em destaque.

Assim,
no Rank das melhores e piores cidades do mundo,
Viena ultrapassou Zurique e assumiu a primeira posição de cidade com melhor qualidade de vida no mundo, de acordo com a Pesquisa de Qualidade de Vida 2009 da Mercer.
Genebra ocupa a terceira posição, enquanto Vancouver e Auckland agora estão empatadas em quarto lugar na classificação. Nos EUA, a cidade melhor classificada é Honolulu, na 29ª posição. Cingapura (26) é a cidade Asiática com maior pontuação, seguida por Tóquio na posição 35. Bagdá, classificada em 215, permanece em último na tabela.
Na América Central e do Sul, San Juan, em Porto Rico, mantém a classificação mais alta na posição 72, seguida por Montevidéu na 79.
Esse ano também foram identificadas as cidades com melhor infraestrutura, tais como: energia elétrica, telefonia, transporte público, trânsito e vôos internacionais. Cingapura ocupa o primeiro lugar neste ranking (com 109,1 pontos) e Santiago (com 88,1 pontos) é a cidade com melhor infraestrutura na América Latina. Bagdá, tem a pior infraestrutura e fica em último lugar com apenas 19,6 pontos.
- Vamos então à tabela TOP FIVE que re-editamos do site da Mercer para colocarmos aqui.

As melhores cidades do mundo

Top 5 qualidade de vida no rank mundial

Geral Infra-estrutura
  • Viena, Áustria (1.)
  • Zurique, Suíça (2.)
  • Genebra, Suíça (3.)
  • Vancouver, Canadá (empatado 4.)
  • Auckland, Nova Zelândia (empatado 4.)
  • Singapura, Singapura (1.)
  • Munique, Alemanha (2.)
  • Copenhaga, Dinamarca (3.)
  • Tsukuba, Japão (4.)
  • Yokohama, Japão (5.)
Top 5 ranking cidades por região - Qualidade de vida
Américas Ásia Pacífica
  • Vancouver, Canadá (empatado 4.)
  • Toronto, Canadá(15.)
  • Ottawa, Canadá(16.)
  • Montreal, Canadá(22.)
  • Calgary, Canadá(26.)

A menor pontuação das Américas no ranking Top 50 foi a cidade de Seattle(50.)

  • Auckland, Nova Zelândia (empatado 4.)
  • Sydney, Austrália(10.)
  • Wellington, Nova Zelândia (12)
  • Melbourne, Austrália(18.)
  • Perth, Austrália (21.)

A classificação mais baixa da cidade asiática em 50 foi Osaka (empate para 44.)

Europa Oriente Médio & África
  • Viena, Áustria (1.)
  • Zurique, Suíça (2.)
  • Genebra, Suíça (3.)
  • Dusseldorf, Alemanha(6.)
  • Munique, Alemanha(7.)

A menor pontuação da Europa no ranking Top 50 foi da cidade de Madrid (48.).

  • Dubai, Emirados Árabes Unidos (77.)
  • Port Louis, Ilhas Maurícias (82.)
  • Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (84.)
  • Cape Town, África do Sul (87.)
  • Port Elizabeth, África do Sul (93.)


NB: Não há cidades do Oriente Médio ou africano no top 50



Infra-estrutura
Américas Ásia Pacífico
  • Vancouver, Canadá(6.)
  • Atlanta, E.U.A. (15.)
  • Montreal, Canadá(empatado 15.)
  • Toronto, Canadá (18.)
  • Washington, DC, E.U.A. (24.)
  • Singapura, Singapura(1.)
  • Tsukuba, Japão (4.)
  • Yokohama, Japão (5.)
  • Hong Kong, Hong Kong (empatado 8.)
  • Tóquio, Japão (12)
Europa Oriente Médio & África
  • Munique, Alemanha(2.)
  • Copenhaga, Dinamarca (3.)
  • Dusseldorf, Alemanha (6.)
  • Frankfurt, Alemanha(empate 8.)
  • Londres, Reino Unido(empatado 8.)
  • Dubai, Emirados Árabes Unidos (35.)
  • Tel Aviv, Israel (55.)
  • Jerusalém, Israel (70.)
  • Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (72.)
  • Port Louis, Ilhas Maurícias (92.)

A classificação é baseada em um índice por pontuação, no qual Viena tem 108,6 e Bagdá 14,4. As cidades são classificadas em relação à Nova York, a cidade-base, que tem pontuação 100. A classificação de Qualidade de Vida da Mercer cobre 215 cidades no mundo, sendo realizada para auxiliar governos e grandes empresas no momento de expatriar funcionários .
  • Mercer é líder mundial em prestação de serviços de consultoria, outsourcing e investimento. Veja aqui a pesquisa completa sobre Qualidade de Vida 2009.
Aproveito e acrescento a observação do site Curiosando em Melhores Cidades do Mundo — 2009 na qual concordo plenamente e cabe perfeitamente neste post:

Particularmente senti falta de São Paulo e Rio de Janeiro. Cidades extremamente seguras, organizadas, com acesso a saúde, educação e transporte públicos de primeiro mundo. Que estranho…

(rsrsrsrsrsrs)


Leia também:
15 cidades "verdes" /15 Green Cities

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21 de maio de 2009

Ferran Adrià e o seu El Bulli

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Momento Gourmet
Hoje a persona destacada é nada menos nada mais que o grand chef Ferran Adrià.
Ferran Adrià
"Celebrity" premiadíssima, teve o seu restaurante El Bulli eleito em abril último, pela 4ª vez consecutiva como "o melhor restaurante do mundo" segundo a revista britânica Restaurant Magazine.  Situado em Roses, Girona, Espanha, o El Bulli abre suas portas por apenas 6 meses (abr/set) ao ano. Nos outros 6, ele fica fechado para "experiências gastronômicas" com profissionais de várias áreas como: físicos, engenheiros, cozinheiros (ããnn?) e até gente da NASA! Essas experiências se passam em seu laboratório conhecido como 'El Taller', em Barcelona. Ali é criado o cardápio anual (de 6 meses) a ser apresentado para o felizardo grupo de gourmets. Porém, o processo final de elaboração do inusitado cardápio, nem sequer chega à cozinha, mas sim em uma sala cheia de documentos e planilhas. Tudo é detalhadamente registrado!

Por essas e outras, a cada ano o menu é reinventado, e nada é o que parece no cardápio do restaurante! Este badalado restaurante espanhol, com ares futuristas e decorado com telas originais de Picasso e Dalí, funciona (rs) de segunda à sexta, unicamente para o jantar, e serve apenas 50 pessoas. Os pratos a serem degustados pelo seleto grupo de sortudos (nós??) da noite, são montados por uma equipe de 70  cozinheiros altamente qualificados, sob as ordens do alquimista Adrià. Errar é uma palavra que não existe para aquele que é considerado  o maior chef de cozinha da atualidade. No El bulli, tudo têm que sair absolutamente perfeito. equipe El Bulli

Mas se você têm interesse em conhecer os incríveis pratos do mago descontrutor da atual gastronomia (frase minha gentém), saiba que o El Bulli(que significa buldogue) possui uma lista de espera de um milhão (você leu certo e eu escrevi idem) de pessoas por ano. As reservas que começam em 15 de outubro de cada ano se esgotam rapidamente, ainda no mesmo dia! Ou seja, é praticamente impossível conseguir jantar lá nestes últimos anos.
O que comeremos lá: (técnica da afirmação positiva)
menu de degustação (veja um pouco do que já foi servido) é surpresa, e inclui cerca de 32 pratos com preço único (média $230 sem vinhos).  Alguns pratos do cardápio de 2008: Algodão Doce com Flores, Biscoitos de Tomate (com consistência de batata chips), Brioche de Xangai Frito, Risoto Tailandês de Grapefruit (sem arroz), e Orelhas de Coelho Crocantes.
O felizardo que conseguir sua vaga no El Bulli, seja lá em qual ano, usufruirá de uma experiência única, onde os 5 sentidos entram em cena. 
E você, encara uma reserva no El Bulli?

Assista abaixo, parte do programa de Anthony Bourdain sobre o El Bulli de Ferran Adrià, considerado por muitos, o cozinheiro minimalista (!!)


Leia também:
Filmes, Gatronomia e Rubem Alves
O Gênio do doce
 Sátira – Ferran Adriá
Não deixem de ler o nosso próximo post. Nele revelaremos o "porque" deste refinadíssimo artigo! tcharaaaannnn!

obs. O brasileiro D.O.M, do chef Alex Atala de São Paulo, obteve a 24ª posição, destacando-se como o único restaurante latino-americano listado. Viva o Brasil!

19 de maio de 2009

Best of Montreal

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mirror revistaA revista Mirror (língua inglesa) que serve o mercado montrealense, com tiragem em torno de 70.000 cópias semanais, divulgou em sua última edição o melhor da cidade de Montreal 2009 segundo seus leitores. De melhores restaurantes à melhores Drags Quens, passando por melhores bairros de Montreal, estações de TV, lojas  de computador, salões de cabeleireiros, terraço pub; enfim, a lista (das listas) é enooooorme e têm absolutamente (quase) tudo que você imaginar!     

 

 

Ir para Best of Montreal

Ler virtualmente a última edição de Mirror

 

E você, o que elegeria como o melhor de Montreal e o que jamais  nos recomendaria?

restaurantbest terrace . Pub Ste-Élisabeth3 em 1

18 de maio de 2009

Saúde Canadá - Alimentação e nutrição

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Uma dieta saudável e balanceada é a melhor forma de proteger e promover a saúde, por isso os canadenses dão grande importância à sua alimentação.

Santé Canada

O guia alimentar "Santé Canada" contribui para que os canadenses mantenham e melhorem sua própria saúde, fornecendo informações completas e atualizadas sobre diversos questões, incluindo alimentação e nutrição.

nutrição foto:gruntzooki

Guia Alimentar do Canadá

O Guia está disponível em 12 línguas: Inglês, Árabe, Chinês, coreano, espanhol, fars (persa), o francês, o Punjabi, Russo, Tagalog, Tamil e Urdu. Em português, mesmo de Portugal, nem pensar (isso que é moral!)

Acesse: Santé Canadá ou clique na imagem.



15 de maio de 2009

Canais de TV do mundo todo pela internet

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tv internet

Canais de TV do mundo todo, inclusive do Québec.
Muita Informação, diversão e arte.Vale a pena conferir. Aproveite para treinar o idioma!

Clique na imagem acima para ser redirecionado.



14 de maio de 2009

A escola quebequense à serviço do multiculturalismo canadense?

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Novo curso de história do Québec gera polêmica

Criou-se uma polêmica com o novo curso de história para a escola secundária no Québec. O historiador Charles-Philippe Courtois diz que a escola quebequense está à serviço do multiculturalismo canadense com o novo programa. Continua que pela forma muito desonesta, esse novo programa deve ser fortemente condenado por esconder qualquer afirmação nacional. Diz ainda haver uma eliminação da memória do Quebec e que não podia acreditar que René Levesque nem sequer é mencionado em qualquer parte do curso, e também o ex-primeiro-ministro Pierre Elliott Trudeauu. Ambos foram amplamente ignorados diz ele. A Societé des professours d'histoire du Québec  pela menção no site, estaria de acordo com Charles-Philippe Courtois.

Já a ministra da educação Michelle Courchesne diz estar convencida que o novo currículo para a história de 3º e 4º secundário é compatível com a identidade do Québec e seus fatos históricos. Leia: Cours d'histoire: la ministre Courchesne réfute les critiques.

 

Charles-Philippe Courtois: "O ensino de história é agora um instrumento para desconstruir a identidade do Quebec"

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Penso que a história sempre deve ser revista. Incorporar fatos, corrigir injustiças e ser cada vez mais rica em detalhes coerentes com a verdade. A formação de uma criança deve se adaptar à realidade, e a história conta como chegamos até aqui.

 

 

Un peu d'humour'

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Le pêcheur mexicain et le business man

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Au bord de l’eau dans un petit village côtier mexicain, un bateau rentre au port, ramenant plusieurs thons. L’Américain complimente le pêcheur mexicain sur la qualité de ses poissons et lui demande combien de temps il lui a fallu pour les capturer :

- ” Pas très longtemps “, répond le Mexicain.

” Mais alors, pourquoi n’êtes-vous pas resté en mer plus longtemps pour en attraper plus? ” demande l’Américain.

Le Mexicain répond que ces quelques poissons suffiront à subvenir aux besoins de sa famille.

L’Américain demande alors : ” Mais que faites-vous le reste du temps? “

- ” Je fais la grasse matinée, je pêche un peu, je joue avec mes enfants, je fais la sieste avec ma femme. Le soir, je vais au village voir mes amis. Nous buvons du vin et jouons de la guitare. J’ai une vie bien remplie “.

L’Américain l’interrompt :

- ” J’ai un MBA de l’université de Harvard et je peux vous aider. Vous devriez commencer par pêcher plus longtemps. Avec les bénéfices dégagés, vous pourriez acheter un plus gros bateau. Avec l’argent que vous rapporterait ce bateau, vous pourriez en acheter un deuxième et ainsi de suite jusqu’à ce que vous possédiez une flotte de chalutiers. Au lieu de vendre vos poissons à un intermédiaire, vous pourriez négocier directement avec l’usine, et même ouvrir votre propre usine. Vous pourriez alors quitter votre petit village pour Mexico City, Los Angeles, puis peut-être New York, d’où vous dirigeriez toutes vos affaires. “

Le Mexicain demande alors : ” Combien de temps cela prendrait-il? “

- ” 15 à 20 ans “, répond le banquier américain.

- ” Et après? “

- ” Après, c’est là que ça devient intéressant “, répond l’Américain en riant.

-” Quand le moment sera venu, vous pourrez introduire votre société en bourse et vous gagnerez des millions “.

- ” Des millions? Mais après? “

- ” Après, vous pourrez prendre votre retraite, habiter dans un petit village côtier, faire la grasse matinée, jouer avec vos petits-enfants, pêcher un peu, faire la sieste avec votre femme et passer vos soirées à boire et à jouer de la guitare avec vos amis. ”

do site: Amour, conscience et réalite

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Compte ton jardin …

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Compte ton jardin …

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Compte ton jardin …
Par ses fleurs parfumées,
Jamais par les feuilles qui tombent.

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Compte tes jours
Par leurs heures de gloire,
Oublie les ciels nuageux.

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Compte tes nuits par leurs étoiles,
… non par leurs ombres.
Compte tes années de sourires,
… et non de larmes.

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Compte tes bénédictions,
… non tes problèmes,
Compte ton age par tes amis,
… non par tes années.

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Lyvonn Berry

 

do site: Amour, conscience et réalite

13 de maio de 2009

Conheça muito mais do Québec no site viajeaqui

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Mais do Québec no site viajeaqui que vasculhei para o nosso deleite e também futuros passeios (!!?). Reportagens ilustradas com muitas fotos, dicas, vídeos e informações.

Boa viagem!

Do Blog Boa Vida  de Alexandra Forbes (já falamos dela aqui):

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Veja também a experiência da jorrnalista Alexandra Forbes (segundo ela nada boa) com o sistema de saúde de Montreal em: Montréal, no Canadá: primeiro ou terceiro mundo?

Outros autores em reportagens interessantes do site viajeaqui:

 À Francesa – Reportagem simpáica e informativa sobre Montreal.

Onde é melhor comer – Dicas de restaurantes e cafés.

Canadá sobre trilhos – Uma viagem de 6 mil quilômetros nos trens da via Rail para conhecer o que existe de melhor no país.

La vie en pink – Um pouco sobre Mont Tremblant.

Gostou? Então aproveite para ler outras reportagens do site.

11 de maio de 2009

Última parte do estudo Brasileiros de Montreal

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Chegamos à parte final do estudo de Luís Carlos Lopes com Conclusões e Bibliografia. Acrescento o CV do autor.

Leia todas as partes do estudo logo abaixo. Mantenha o mouse sobre cada um dos links  para saber a abordagem de cada parte do estudo.


parte final 
    • Clique em "Leia mais" para ler a última parte do estudo Brasileiros de Montreal.

Conclusões
Os brasileiros de Montreal continuam sendo profundamente brasileiros. A força das culturas que portam se manifesta em várias ocasiões. A presença deles nessa cidade consiste em uma prova de suas capacidades imensas de resistência e de adaptação a situações nem sempre favoráveis. Desenvolvem uma solidariedade expressiva entre eles, certamente maior do que teriam no Brasil. Os preconceitos que nutrem, que não são poucos, não os impedem de ter algum contato com seus compatriotas. Quanto mais tempo estão afastados do Brasil, mais tem interesse em se aproximar dos demais membros do mesmo grupamento.
Infelizmente, apesar de alguns esforços heróicos de alguns membros da comunidade, eles ainda são muito desorganizados. Suas situações sócio-econômicas e o pouco tempo que estão no Canadá podem explicar suas dificuldades de agir coletivamente. Outros grupos de imigrantes têm até a representação política informal no país de adoção. O caminho dos brasileiros ainda será longo e difícil. Eles precisam de apoio dos demais imigrantes, dos quebequenses e do Brasil. É erro político abissal abandoná-los à própria sorte. Eles representam parte do Brasil do exterior. São fragmentos de nossa população, história e culturas. Por mais que possam desejar se transformar em membros de outra cultura, a grande maioria continuará com suas marcas de origem. Eles representam o modo brasileiro de ver a vida, a sensibilidade e a força de um país que foi considerado pelos colonizadores como um pedaço do paraíso.
O Canadá é um país que possui várias características admiráveis. Sua fama externa confere com o que se pode ver, lá vivendo. Todavia, tal como o Brasil, não é o paraíso. Por lá existem problemas, alguns bastante sérios. A questão da presença de milhares e milhares de imigrantes é um deles. É ingenuidade pensar que migrar significa a integração automática ao país escolhido e o compartilhamento da mesma vida dos que antes o habitavam. A sociedade canadense tem inúmeras divisões sociais e étnicas. Seu bilingüismo oficial não apagou as diferenças internas. Os imigrantes somam-se às dificuldades locais. São capítulos a mais dos problemas do país. É verdade, que são hoje os que pegam o trabalho pesado e têm o mérito de construir o país com o suor de seus rostos.
BM
Montreal é uma das cidades mais aprazíveis da face da Terra. Esquecendo-se os rigores de seu inverno e os problemas humanos que lá existem, trata-se de um lugar civilizado e com um elevado índice de desenvolvimento sociocultural. Entretanto, não se pode esquecer que os maiores beneficiários disto são os que a habitam há mais tempo, excluindo-se os ameríndios que fazem parte do subproletariado local. Os quebequenses francofônicos e anglofônicos estão nos melhores empregos e nas mais cobiçadas posições sociais. Os segundos costumam estar em uma situação superior aos primeiros. Os imigrantes italianos e portugueses, por exemplo, estão numa situação muito superior aos que chegaram mais recentemente, incluindo os brasileiros. Na estratificação social da cidade, as etnias estão colocadas em posições distintas, por mais que dentro de cada uma também existam distinções.
No futuro, talvez, a experiência dos brasileiros em lidar com diferenças étnicas possa servir a um modelo de sociedade mais inclusiva. Destacando-se o problema do preconceito racial, que o Brasil conhece bem, os imigrantes brasileiros têm o que ensinar em matéria de tolerância a costumes e crenças diversas. Neste sentido, um pouco do paraíso está na terra brasílica. Lamentavelmente, muitos dos seus filhos, por inúmeras razões, são tangidos a abandonar o país e a buscar o paraíso além de seu próprio torrão. Por outro lado, eles aprendem no Canadá que é possível a construção de sociedades com um nível maior de equidade social.
Imaginando-se um mundo globalizado, sem fronteiras e com culturas abertas a interinfluências, não há nada demais em se buscar outras plagas para viver. É um direito humano sair de onde se está, e procurar a felicidade mundo afora. Em teoria, isto funciona bem. Entretanto, sabe-se que na prática as fronteiras estão ainda bem delimitadas e as culturas humanas são nutridas por preconceitos e dificuldades de praticar a alteridade. É neste contexto, que os brasileiros vivem em Montreal.
 
 
Bibliografia
Armony, Victor. Le Québec expliqué aux immigrants. Montréal : VLB, 2007. 205 pp.
Bock-Côté, Mathieu. La dénationalisation tranquile. Montréal : Boréal, 2007. 211 pp.
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Nunes, Rosana Barbosa. Brasileiros no Canadá: um novo crescente grupo de imigrantes. In: CANADART XI : Revista do Núcleo de Estudos Canadenses. Salvador : Universidade do Estado da Bahia; ABECAN, 2003, jan. / dez. 2003. p. 197-215.
Séguin, Robert <
Thompson, Bernard. Le syndrome Hérouxville ou les accommodements raisonnables. Montréal : Momentun, 2007. 118 pp.
Todorov, Tzvetan. A Conquista da América : a questão do outro. São Paulo : Martins Fontes, 1996. 263 pp.
Vallières, Pierre. Négres blancs d’Amérique. Montréal : Typo, 1994. 472 pp. O livro original foi escrito em 1966, publicado pela primeira vez em 1968.
© Luís Carlos Lopes 2008
Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid
El URL de este documento es http://www.ucm.es/info/especulo/numero39/.html
O autor
Luís Carlos Lopes
possui graduação em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1978), mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1984) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1992). Fez dois pós-doutorados no exterior: um em ciências da informação, na Universidade de Montreal (Canadá - 1997-1998) e outro em comunicação na Universidade Paris 1 (Sorbonne/França - 2003-2004). Atualmente é professor associado I da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência nas áreas de História Contemporânea do Brasil, Ciências da Informação (arquivística), e, nos últimos 11 anos, em Comunicação, com ênfase em Teorias da Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: ciências da comunicação, processos comunicacionais, comunicação pública, filosofia e comunicação e hermenêutica. Esteve, entre janeiro e dezembro de 2007, afastado em missão oficial no Canadá, na condição de Leitor de português ligado ao Consulado do Brasil e na Universidade de Quebec em Montreal, desenvolvendo atividades de ensino e pesquisa nas áreas de cultura brasileira e teorias da comunicação.
(Texto informado pelo autor)
Última atualização do currículo em 17/12/2008
Endereço para acessar este CV:

9 de maio de 2009

Montréal, 10 razões para amá-la

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Em minhas visitas quase que diárias ao leitor de feeds, recebi a matéria em questão por "Pesquisa do Google: Montreal", onde me inscrevi à alguns meses.

"Montréal, no Canadá: 10 razões para amá-la"

Acho muito interessante estes tipos de listas.  As 10 coisa que amo em tal lugar. Eu particularmente viajo  assim que começo a ler. Fico a imaginar e me desperto para situações, sensações e até aromas me veem à mente. Quase sempre uma desculpa para uma boa conversa com o Juba, amigos e familiares. Em se tratando do Canadá ou ainda Montreal então, viixx, nem se fala! Vocês sabem do que estou falando (nééé). Quem tá de fora até cansa  #azoreias!

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Mas voltando ao assunto, o post "Montreal, no Canadá, 10 razões para amá-la" é de Alexandra Forbes (viajeaqui. abril), jornalista e crítica gastronômca, que viaja pelo mundo todo comendo e bebendo. Profissão chata né? Que horror, nossa! Com 5 anos de Canadá e recentemente morando em Montreal, Alexandra deseja daqui pra frente desnudá-la de pouquinho em pouquinho. E começa com o aperitivo: Dez coisas que amo em Montréal. A lista é ilustrada com fotos e breves comentários. Têm até um mini-vídeo da rua Crescent.

Então clique na foto ou nos links para saber a seleção de Alexanda Forbes e boa viagem!

 

E você, qual é sua lista das "10 coisas que amo" (…) ?

8 de maio de 2009

Sigam-nos os bons!

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Pessoal, estou colocando a tal da widget Seguidores do Blog. Vi como uma forma de nós podermos acompanhar  e visitar os blogs das pessoas que no visitam, ou nos acompanham. Com esta funcionalidade, as pessoas que nos acompanham ou nos acompanharão, poderão também conhecer o o blog uma das outras. Não é jóia?  E futuramente ela poderá tornar-se seguidor do seu blog também. Como diria o Chapolin Colorado: "Sigam-me os bons", rsrs. Isso aumenta a rede social para troca de informações e também de amizade.

seguidores2

Coloque esta função também em seu blog. Clique em elementos de página, depois "adicionar um gadget" ou novo "elemento de página", depois em "Seguidores" e Voilà!  Se você já possui essa funcionalidade em seu blog é só clicar em "Seguir". O nosso Seguidores encontra-se na coluna ao lado, à direita de "Bússola".

Ótimas estações de rádio de Montreal, Québec e Canadá

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Lista com estações de rádio de primeira que selecionamos para vocês. Música, informação, jornalismo e entreternimento. Para todos os gostos. Muitas rádios de Montreal, Québec e todo o Canadá. Mantenha-se informado, e ouça o estilo músical que preferir no momento. E treine o seu fancês e o seu sotaque!

Clique nos links abaixo da imagem e boa audição!

i love radio

(espere 0,5 segundo com o mouse sobre o link para ler o conteúdo)

Liste des stations de radio à Montréal

CKOI 96,9 FM

98,5 FM La puissance des mots

Rythme FM

Rádio Canadá

Rádio Ville-Marie

Rádio Ville-Marie en région



Entrevistados de Montreal

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Chegamos à penúltima postagem do estudo Brasileiros de Montreal, com a finalização de Entrevistados de Montreal (final)


Luís Carlos Lopes
A amostra indica que, possivelmente, a maioria dos imigrantes brasileiros que vivem em Montreal proveio das classes médias brancas brasileiras. Quase todos tiveram enorme dificuldade para exercer suas profissões de origem. A maioria não conseguiu. Os que conseguiram são casos especiais, onde suas formações de origem foram refeitas ou complementadas nas universidades locais. Outros foram legitimados por virem das universidades e ambientes de trabalho norte-americanos, fatos estes, bem aceitos no mundo quebequense. Notaram-se também os casos de aproveitamento nas especialidades de muita carência no país e de outros onde se precisava de brasileiros para funções específicas. As inúmeras conversas informais mantidas com brasileiros de Montreal confirmam os dados desta amostra.

Uma das realidades encontradas entre os imigrantes entrevistados foi a do casamento interétnico. Dos entrevistados, sete são casados com homens e mulheres quebequenses, uma com um canadense anglofônico e uma casada com um europeu imigrante para o Canadá. Duas imigraram com seus maridos brasileiros e, em Montreal, se divorciaram. Dois casais formados no Brasil continuam casados com as mesmas pessoas, um há muito tempo, o outro é um casal relativamente jovem, com dois filhos, e recém-chegado. A amostra não permite conclusões absolutas sobre a situação do casamento entre os brasileiros. Entretanto, indica a forte presença da solução de se casar com alguém do país. Sabe-se que existem casos, mas não foi entrevistado ninguém que houvesse se casado com um imigrante do terceiro mundo.

Os brasileiros de Montreal são pessoas, em sua maioria, com um nível de instrução formal e real bem desenvolvidos. São cônscios das dificuldades que enfrentam e não parecem ter qualquer arrependimento da decisão que tomaram. Ao que se sabe, os que se arrependem tomam o caminho do aeroporto para sempre, ou para voltar em outra oportunidade. Trata-se de gente bastante empreendedora, disciplinada e capaz de trabalhar e estudar com afinco, no caminho de alcançar os seus objetivos. De modo geral, apresentam como razão para seus atos alguma decepção vivenciada no Brasil. É voz geral a questão da insegurança urbana e da criminalidade. Vários foram vítimas diretas ou indiretas deste problema e saúdam o fato de não mais ter que conviver com o mesmo.

As questões da tolerância e liberdade sexuais são muito ventiladas pelos imigrantes homossexuais, que, em Montreal, sentem-se mais livres, podendo viver sem maior pressão social. Os usuários de drogas leves sentem-se mais protegidos, isto porque nesta cidade a perseguição e incriminação dos que as usam é praticamente inexistente. É comum se ver nas ruas, jovens consumindo a cannabis sem medo da prisão, da corrupção policial e do processo judicial. Por lá, combate-se mais o tráfico e bem menos seus milhares usuários. A possibilidade de viver em uma metrópole, sem o temor gerado pela criminalidade, pela ação policial violenta e por efeito das pressões dos preconceitos sociais, seduz e leva à escolha do mesmo local. (clique em "leia mais" para terminar a leitura)

As respostas dadas sobre as razões da opção de migrar se afastam do tradicional desemprego ou da situação de miséria enfrentado pelos imigrantes mais pobres. Trata-se de gente das classes médias que vêem sua vida no Canadá de outra forma. Estão longe de parecer com os valadarenses [35] nos EUA. Estão lá para conseguir o que acham que perderam em seu país natal ou para acompanhar os seus cônjuges. Querem, dentre outras coisas, a cidadania canadense, mantendo a cidadania brasileira. Desejam os diplomas das universidades locais e a prova de que exerceram funções em locais de trabalho do Quebec. Isto, quando conseguem empregos formais, além das ocupações temporárias do subemprego local. Sabem da impossibilidade de enriquecer no país ou fazer uma poupança expressiva para levar para o Brasil.

É possível estudar gratuitamente, nos poucos casos onde se procura o segundo grau profissionalizante oferecido em Montreal. O ensino superior público local é pago, em todos os seus níveis e estabelecimentos. Entretanto, um sistema de empréstimos combinado com bolsas não reembolsáveis, contratados na universidade, garante a possibilidade de se viver modestamente no país, por alguns anos, sem a obrigatoriedade de se ter um trabalho estafante. Conheceram-se pessoas que já viviam há algum tempo, combinando este sistema, com trabalhos precários e ocasionais. Tal prática consiste em um dos expedientes que permite que a imigração se sustente do ponto de vista econômico. Pode-se chegar até ao doutorado, procedendo deste modo.

Ostentar um currículo com registros escolares e profissionais no exterior é um sinal de distinção. Algo que pode ter pouco valor material, mas possui valor simbólico especial. Este poderá ser usado no futuro no Brasil ou em outro país. Na prática, conseguir isto é bastante difícil. Uma parte substancial dos imigrantes vive o subemprego ou o trabalho precário em toda sua vida de trabalho no país anfitrião. De modo geral, apenas uns poucos conseguem atingir posições mais facilmente ocupadas pelos quebequenses. Concorrer com estes, no mesmo mercado, significa participar numa competição bastante desigual.

Contam-se nos dedos os médicos, professores de nível médio e universitário, engenheiros etc que estão, presentemente, trabalhando nos hospitais, escolas, universidades e empresas da cidade. São tão poucos, que são conhecidos e servem de referência aos demais imigrantes. Na burocracia do serviço público local, são, igualmente, pouquíssimos os brasileiros empregados, bem como os de outras origens. Quase sem exceção, leva-se muito tempo para se alcançar postos desta natureza. Do subemprego até ao posto fixo e ao salário palpável há um longo caminho a percorrer, cheio de dificuldades e impossibilidades. Há quem passe uma vida sem completar esta jornada.

Restam aos brasileiros as funções mais simples da economia local, notadamente no setor de serviços e em alguns empreendimentos industriais. O pequeno comércio urbano e as atividades liberais, tais como a do ensino livre do português e as apresentações artísticas, são usadas como estratégias de sobrevivência. Não se sabem quantos brasileiros, atualmente, são remunerados pelos serviços assistenciais do Quebec. Estes permitem a sobrevivência mínima, em situação de desemprego ou a complementam, se necessário, no caso do emprego precário e famílias com filhos.

Os imigrantes brasileiros em Montreal, mesmo quando já nacionalizados e considerados na forma da lei, canadenses, continuam se achando brasileiros. Quando retornam ao Brasil, em visita, continuam se reconhecendo como brasileiros, apesar de já terem o passaporte do país de adoção. Sentem-se assim, também no Canadá. A dupla nacionalidade é mais do que um expediente legal. Trata-se de um sentimento compartilhado de não se afastar por completo do país de origem. Este continua sendo amado e considerado o melhor lugar do mundo.

Os imigrantes costumam a criticar veementemente, não sem razão, aspectos da vida política brasileira, sobretudo a corrupção e a falta de direitos de cidadania. A primeira é hoje vista, acompanhando-se a onda midiática sobre este habitus concreto do país, como uma das razões que justificaria ir embora do Brasil. Os brasileiros tendem a desconhecer que política e corrupção se irmanam, em graus distintos, em todo o mundo conhecido. Tem sido freqüente o noticiário de casos da mesma prática, ocorridos no Quebec. A questão da cidadania versus os anos de instabilidade política e econômica das últimas décadas também é apontada como outra das razões para migrar.

Não são estranhas a vários dos entrevistados, formalmente e informalmente, as dificuldades reais da permanência em Montreal. Eles comentam as adversidades que viveram e que é comum o abandono do Quebec e a ida para a região anglofônica. Não poucos fazem a jornada até mesmo na direção da longínqua Vancouver, no extremo oeste do país. Sabem que é mais fácil conseguir um emprego formal, por exemplo, em Ontário, e que a tolerância étnica teria progredido mais nessas regiões. Entretanto, Montreal ainda atrai muitos brasileiros. A ponte cultural imaginária entre o Brasil e esta cidade parece menor e mais fácil de ser transposta. Os brasileiros são muito marcados por suas subjetividades. Seus sentimentos têm importante papel em suas decisões.

A parole dos brasileiros de Montreal foi imortalizada em uma obra de arte. A peça de teatro intitulada Ma couleur est verte, mon cœur est jaune [36] de Marilda de Carvalho, imigrante há mais de 15 anos, resume na fala e na ação de alguns personagens os problemas enfrentados pelos brasileiros em Montreal. O texto foi encenado algumas vezes e, por felicidade, pôde ser visto em 2007. Os atores, quase todos imigrantes de várias nacionalidades, encarnaram em um teatro fora do circuito comercial, a percepção dos brasileiros. Seus personagens representam as variações tipológicas e geracionais encontráveis no cotidiano urbano da cidade. Sua imensa sensibilidade permite que se vejam seus dramas e comédias, nas situações construídas pela autora. O texto esclarece que a opção pela imigração é um caminho com vários desvãos e que o sentimento dos brasileiros, frente ao que vivem, oscila entre a tristeza e a alegria espontânea da cultura que portam. Demonstra que, como a autora, mesmo vivendo no país há vários anos, eles continuam membros da comunidade verde-amarela.

Notas:
[35] A cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais, ficou famosa nas mídias brasileiras, por efeito de ter sido fortemente noticiado o fato do elevado número de seus habitantes que foi tentar a sorte e a vida nos EUA, a partir da década de 1980. Alguns dos quais, chegaram a rumar para o Canadá em outro contexto.

[36] Minha cor é verde, meu coração é amarelo. Marilda de Carvalho era professora universitária de arte dramática no Brasil (UNESP) e no Canadá dirige uma pequena companhia de teatro e usa de vários pequenos trabalhos para sobreviver. A peça, infelizmente, ainda não foi encenada no Brasil.