5 de novembro de 2008

Nossa entrevista – Chegou o grande dia!

teclado


Parte 01

São Paulo, 03 de novembro de 2008.

Nossa entrevista estava marcada para às 8:30m. Chegamos na portaria do prédio onde fica o BIQ às 8:15m, depois de ponte orca e caminhada. Nos apresentamos, o atendente conferiu nossos nomes na lista, e disse que achava que não tinha chegado ainda ninguém da imigração. Interfonou, e pediu que esperássemos, pois ninguém atendia e que logo ele interfonaria novamente. E começou a atender outras pessoas, tudo muito vagarosamente.
Felizmente chega uma moça e pergunta-nos se éramos Juarez e Andrea. Confirmamos e soubemos então que por coincidência ela era a Aline, justamente a pessoa que analisou nosso dossiê. O rapaz então nos deu o cartão de entrada, e passamos pela catraca. Ela fez o comentário de que já tinha gente no escritório e que então não precisávamos ter esperado. Ainda bem que a encontramos, e fomos salvos a tempo.

Subimos todos juntos pelo elevador. Aline atenciosamente nos pediu novamente desculpas pela mudança da data da entrevista - já tinha se desculpado por telefone, no dia em que nos telefonou. Respondemos que não tinha problemas e que compreendíamos bem.


Chegando lá, nos reapresentamos e a recepcionista gentilmente nos pediu para esperarmos na sala ao lado.

Por volta das 9hs, M. Eddie Alcide chega descontraidamente, cumprimenta um e outro e dirige-se à uma sala que fica em frente da que aguardávamos. Logo em seguida, chega um casal que sentou-se nas poltronas atrás de nós.
Às 9:30m M. Eddie Alcide abre a porta da sala, e anuncia os nomes do casal daquele horário, mas que pela ordem seria depois da gente.

Naquele momento nos levantamos e então M. Eddie imediatamente veio ao nosso encontro e consultando um pequeno papel que segurava, perguntou ao Juba se éramos o casal de sexta-feira, dissemos um “sim”, e então completei: - sexta da semana passada. Bem, alí já começou nossa conversa em francês. Ele então acenou positivamente com a cabeça, dirigiu-se ao casal anterior, com o qual trocamos figurinhas mais tarde (essa parte fica para depois), falou algo como para que eles aguardassem e foi nos dirigindo para a sala. Tudo isso aconteceu muito rapidamente e desde aqueles momentos iniciais pudemos perceber a objetividade e praticidade do entrevistador.


Parte 02


Entrando na sala ele pediu-nos que nos sentássemos. Sentamos, e imediatamente perguntou ao Juba se ele falava inglês e ele respondeu um maaais ou meeeenos, virou-se para mim quase que ao mesmo tempo e me perguntou se eu falava francês e respondi que falava um pouco. Perguntou-nos educadamente qual a língua que queríamos conversar, mas como demoramos por volta de 30 milésimos de segundo para responder, ele já colou uma pergunta no Juba em inglês sobre seu emprego, e Juba falou que preferia responder em francês. Ele então perguntou ao Juba em francês o que ele queria fazer no Canadá. Juba respondeu. Virou-se para mim e fez a mesma pergunta a qual respondi.


Pediu os documentos pela ordem da lista de uma só vez: passaportes, certidões de nascimento e casamento. Daí comunicou-nos que ficaria um pouco somente trabalhando no computador, e fizemos menção de acordo. Eu e Juba nos olhamos e sorrimos discretamente como uma forma de apoio um ao outro e de confiança em Deus. Direcionei naquele momento meus olhos para a grande janela que dava para fora da sala, e me perdi um pouco na paisagem de São Paulo. Mas sempre de ouvidos atentos para qualquer coisa que ele falasse.

Pediu nossos diplomas, e perguntou para um de cada vez, onde estudamos, quando terminamos, etc. Perguntou qual era o título da minha profissão, respondi e ele perguntou novamente, então comecei a pensar que não tinha entendido sua pergunta e fiz uma cara um pouco aflita de questionamento, então Juba que estava mais próximo dos documentos mostrou a ele no próprio diploma, ele fez uma cara de que agora tinha entendido ( !!!??) e foi digitando e fazendo suas pesquisas no computador. Enquanto isso, eu disse novamente meu título e a especialização, e ele olhando no canto dos óculos, demonstrou um pequeno ar de admiração, ou pelo o que fazia, ou pela forma que pronunciei, não sei muito bem, risos. Só sei que caprichei na frase, hehehe.



E assim, nossa entrevista foi acontecendo. Pedia os documentos e quando ele não entendia alguma coisa perguntava, ora para mim, ora para o Juba. Perguntou sobre os empregos anteriores do Juba, onde ele trabalhava atualmente e o que fazia. Me questionou quanto às escolas e a empresa em que trabalhava; queria as comprovações, mas só tinha atestados, então nesse momento ele fez uma cara de mmmm, daí falei que trabalhava como autônomo, que profissão de músico no Brasil é assim, e ele pediu documentos que testificavam e Juba foi tirando da pasta e entregando à ele. Mostrou-se satisfeito quando mostramos os recibos do INSS e voltou-se para o computador e continuou a digitar.

Perguntou se o Juba conhecia o Québec e o que ele foi fazer lá. Juba respondeu. Uma observação: Quando Juba disse que tinha feito um curso de francês lá, ele quis saber o nome da escola. Juba respondeu e ele fez menção de ok.

Em certo momento ele perguntou em qual cidade gostaríamos de morar em Québec, e eu já senti algo positivo na pergunta, e me veio uma sensação muito boa. Juba respondeu prontamente – Montreal, pois conhecia a cidade, tinha gostado e tal, mas nem se tocou de nada.

Silêncio! Daqui à pouco começamos a ouvir o famoso barulhinho da impressora. Nesse momento Juba pegou na minha mão. Minhas esperanças aumentavam!! M. Eddie puxou o papel, virou-se para nós e começou a dizer que nós fomos aceitos pelo Québec, apesar do francês do Juba não ser bom (risos). Nos felicitou e mostrou-nos nosso tão sonhado CSQ e nos explicou rapidamente os passos a tomarmos. Antes, disse que o fato da irmã do Juba já morar em Québec, e também dele próprio conhecer Montreal foram pontos que pesaram no final da decisão. Mas isso tudo está no formulário de pontuação, que fique bem claro.

Ah sim, ele perguntou ao Juba quase no fim da entrevista se tinhamos filhos. Juba disse que não, mas que num futuro próximos queríamos ter.


Parte 03
Resumo e observações

M. Eddie é prático e objetivo. Talves esse seja o grande diferencial dele para outros entrevistadores.
Esperávamos uma pessoa assustadora por causa dos comentários na net, mas realmente não vimos isso. Ele tem uma cartilha a seguir, e penso que mesmo assim, ele leva muitos fatores em consideração. Justo. Sim ele é justo. Se a pessoa fez o teste online, passou, comprovou tudo o que colocou em seu dossiê no dia da entrevista, é dificil não passar.

Importante:

· M. Eddie considerou-nos igualmente na entrevista. Ou seja, tivemos a oportunidade de soma e de ajuda mútua nas respostas; embora algumas vezes ele precisou pedir pacientemente que eu parasse de falar e deixasse somente o Juba responder, rsrsrs
· Ele quer saber o objetivo concreto e convincente para uma mudança tão radical como essa de imigração, e fará perguntas à respeito.
· Lembrem-se, que essa é uma entrevista de seleção de profissionais qualificados para imigração-Quebéc. Portanto é para trabalho. Tenha isso em mente na entrevista.
Considerações finais
Para nós, a entrevista foi algo extremamente importante, pois eram nossas vidas que estavam em jogo. Sendo assim, penso que tínhamos a obrigação de nos portar com a pessoa que estava nos entrevistando, com respeito, verdade e humildade.

8 .:

Anônimo disse...

Andrea e Juba
É muito legal ler o relato de vocês, principalmente para desmistificar todo esse "auê" em cima do Sr. Eddie.
Mas será que vocês se esqueceram de mencionar algo relacionado a certos ruídos estomacais da Andrea durante a entrevista, ou será que estou imaginando coisas???
Parabéns!!!
Marcelo Campero

Juarez e Andrea disse...

Marcelo, estamos quase escrevendo um outro post só com os detalhes da entrevista, como a história do meu estômago kkkkk. Cara, eu não consegui dormi, e como saímos muito cedo, não tomei café... ah, e o fato de ter atrasado muito nossa entrevista tbém contou...

A gente precisa se encontrar, vamos marcar algo por esses dias. A gente te liga.
Abção
juba e dea

Ju e Ivan disse...

Oi casal!

Parabéns pelo blog, o layout é lindo e est;a muito bem escrito...gostei muito do relato da entrevista, geralmente os relatos costumam ser meio chatos, mas o de vcs foi informativo e emocionante ao mesmo tempo! Parabéns pelo CSQ! =)

Precisando de algo é só escrever!
Abraços,
Ju

Juba e Dea disse...

Oi Ju e Ivan,
muito obrigada pelo elogiu, êba!
Pois é, a entrevista é algo bem marcante mesmo; vocês devem se lembrar de alguns detalhes ainda hoje não?

Bem, no nosso caso, nós resumimos para não cansar o leitor, rsrsrs.

valeu meninos, e qualquer coisa a gente pede help, rsrsrs.

abçss
dea e juba

Wellington disse...

Parabéns... sensação ótima não?
agora é esperar... hehhhhe
abraço

Anônimo disse...

Juba e Deia

Primeiramente.... Parabénsss pelo CSQ....

Eu me chamo Gerson e minha namorada chama Michelli, nossa entrevista foi marcado para essa QUARTA FEIRA(17 dez).... Estamos super nervosos... vcs já nos traquilizaram bastante com a descrição da entrevista... mas ainda estamos bastante nervosos... vocês tem mais alguma dica para a entrevista... Tem alguma pergunta que foi feita e vocês não colocaram???
Por favor... nos resonda assim que puderem!!!!

Parabénsss novamente!!!!

Gerson: gvergacas@yahoo.com.br
Michelli: michelli.design@hotmail.com

Bjos e abraços

Gerson e Michelli

Juba e Dea disse...

oi Gerson e Michelli. Desculpem nos a demora, mas é que neste final de semana não pegamos no micro.

Então, compreendemos bem a ansiedade de vcs, rsrsrs. Olha, seria mais interessante se vcs colocassem suas dúvidas para nós, pois são tantas as dúvidas, tantas coisas que se passa numa entrevista como esta não é mesmo?

Olha, sugerimos que vcs nos escreva: jubaedea@gmail.com,
assim será mais fácil, e qualquer coisa podemos passar nosso telefone para vcs nos ligarem ok?

um abraço e tentem ficar calmos o máximo possível.

andrea e juba

Eldicilei Ribeiro da Silva disse...

Olá,
Eu vejo muitas histórias de casais indo para Quebec, vocês conhecem alguém solteiro(a) que tenha participado da entrevista e tenha passado?
Um super abraço e parabéns pelo blog.
Cilei

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